Lembrei-me à dias de como era quando era pequeno, das brincadeiras que tinha, do que inventava para me entreter.
Como sou filho único e perto de mim não há muitos garotos da minha idade, tinha de aprender a passar os dias sozinho e de brincar sozinho, e conseguia fazê-lo na maior.
Passava tardes a brincar com os bonecos, a metê-los a lutarem entre si, passava tardes a fazer os meus próprios episódios do dragon ball, tinha os berlindes, os tazos, os cartões do pokemon, a sega mega drive, a bola de futebol, a bicicleta e a minha cabeça.
Acho que de tudo aquilo que tive e tenho, a minha cabeça é o bem mais precioso, pois consegue-me levar para outros sítios, para outros tempos, sem sair do mesmo sitio, sem gastar praticamente nada para além de algum tempo.
Por vezes, gosto de estar sozinho no escuro, sem fazer nada só a ouvir a minha cabeça, a ouvir tudo o que lá se passa e a planear, a sonhar acordado e a imaginar como seria se a realidade fosse diferente.
Se me adianta alguma coisa? Pode não adiantar para muita gente, mas para mim é importante, porque vejo que não me posso queixar muito e apesar de tudo aquilo que me possa acontecer sei que vou dar a volta e vou acabar por sorrir, e como eu gosto de sorrir!
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